A mediunidade é um fardo ou uma dádiva para o médium?
Esse é um questionamento que concerteza assola a mente dos medianeiros, pois lidar com situações onde estamos entrando em contato direto com a energia e sensações de nosso companheiros que já não estão mais nesse envoltório dereterio é extremamente difícil.
Saber separar o que é nosso e o que é do outro é uma tarefa que requer tempo, paciencia e muita determinação, talvez por isso nós (médiuns) temos uma característica de tentar fugir desse contato, sem contar que sempre estamos nos julgando inaptos para o trabalho do Cristo.
Mas afinal de contas de quem é a responsabilidade de julgar-nos aptos ou não para exercer esse trabalho? Será que não fomos nós que nos incumbimos de aceitar essa tarefa? Ou será que essa foi uma oportunidade que nos foi dada para que tivéssemos uma oportunidade de reescrever a nossa trajetória? Será que essa tarefa que buscamos desenvolver é somente fonte de desgaste, dor e angustia? Se tudo é assim, onde estaria a misericórdia divina nas nossas vidas?
O fato é que seremos e termos os reflexos daquilo que imaginarmos para a nossa vida.
Devemos começar a assumir o papel principal de nossa vida e atribuirmos a nós mesmos as consequências dos erros e acertos da mesma, só assim teremos como perceber se o que fazemos será para nós um fardo ou uma dádiva. Tudo vai depender da intensidade e da importância que daremos as situações de nossa vida.
Não nós esqueçamos, que não é por não lembramos de nossos compromissos assumidos durante o planejamento para voltarmos a esse envoltório que estamos isentos de nossas responsabilidade, assim como temos espíritos amigos que estão dispostos a nos ajudar através de nossos canais médiunicos, concerteza ainda temos muitos que não querem o nosso progresso e que são capazes de utilizar os mesmos recursos.
Por fim, não darei uma resposta pronta para esses questionamentos, pois muitos deles ainda me assola a mente e não cabe a mim tentar fazer com que os outros se transformem e dêem um exemplo que eu ainda cambaleio em assumir.
Mas uma coisa é certa.
O fardo ou a dádiva, somos nós que construimos.
até mais!